Blog das Cidades Digitais

Este blog, sob a coordenação do Prof. João Álcimo Viana, se constitui como um espaço de discussão acerca das Cidades Digitais e das políticas públicas brasileiras em Tecnologia da Informação.

20/9/09

AVANT: A UNIÃO DO ENSINO COM A TECNOLOGIA

AVANT: A UNIÃO DA TECNOLOGIA COM O ENSINO

 

Em 27 de agosto de 2009, a Secretaria Municipal de Educação de Tauá fez o lançamento do projeto “Ambiente Virtual da Aprendizagem de Tauá” (AVANT),  no Cine Teatro Maria Carmem Vieira, situado no Parque da Cidade. O projeto se constitui na disponibilização de um espaço online através de um portal educativo com ferramentas tecnológicas e pedagógicas para educadores e educandos.

O AVANT proporcionará aulas virtuais em todas as disciplinas do Ensino Fundamental e EJA, com conteúdos dinâmicos e interativos. De acordo com a Coordenadora do Núcleo Tecnológico Municipal, Lidiane Rodrigues Lira, “o conteúdo virtual auxiliará a comunidade escolar, convidando assim, a estar inserida em toda a dinâmica que demanda do uso generalizado das Tecnologias da Informação e Comunicação”.

O AVANT foi lançado através de parceria entre Prefeitura de Tauá/CE e a empresa Educandus. Neste segundo semestre de 2009, os trabalhos estão sendo desenvolvidos em oito unidades escolares, como experiência piloto, que deverá ser expandida a partir de 2010.

 

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23/11/08

SECRETARIA DE C&T NOS MUNICÍPIOS

Presidente da Comissão de C&T da Câmara destaca desafio de implantar secretarias de Ciência e Tecnologia em todos os municípios

 

JC e-mail 3646, de 21 de Novembro de 2008

Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=60062

 

Sede da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Tauá/CE, um dos poucos municípios brasileiros a investir nessa estrutura.

Foto: Prefeitura Municipal de Tauá/CE.

Para Walter Pinheiro, o tema C&T tem que fazer parte desde a pequena até a grande cidade

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, Walter Pinheiro (PT-BA), destacou, no dia 18, em Brasília, a importância de se pressionar os governos estaduais e municipais para a criação de secretarias de Ciência e Tecnologia.

"É inaceitável que nas nossas capitais a criação dessas secretarias ainda não seja algo prioritário por parte dos nossos prefeitos", disse ele, durante a abertura do fórum conjunto dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), realizado em Brasília.

"Falo com muita dor da minha capital Salvador porque se pegarmos o Estado da Bahia encontro uma secretaria de ciência e tecnologia em uma cidade do interior, mas na capital a gente ainda tem a compreensão, lamentavelmente, de que não é prioritário", ressaltou.

Para Pinheiro, o tema C&T tem que fazer parte desde a pequena até a grande cidade. Na sua avaliação, o maior desafio a se colocar na Ordem do Dia do Congresso Nacional é dizer às pessoas que o assunto ciência e tecnologia faz parte do cotidiano do povo brasileiro. "Acho que essa é a maior barreira", avaliou.

O deputado ainda lembrou que os governadores não podem ter as secretarias da área como se fossem "bibelôs", para atender um capricho no desenvolvimento de um determinado produto. Ele acredita que esses órgãos devem ser utilizados para trazer para os Estados, como o da Bahia, aquilo que está disponível no mercado para superar os problemas da unidade da Federação.

"Acho que esse é um papel importante que os fóruns e o Parlamento devem desempenhar, para que a gente possa dizer que esse bicho papão da ciência e tecnologia não é possível de ser tratado apenas pelas grandes nações. Nós hoje temos a mesma oportunidade de usar, inclusive, no nosso país, tecnologia muito mais avançada do que o mundo tem utilizado", afirmou.

Nesse sentido, ele destacou a importância do papel que os conselhos e o Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T devem desempenhar.

Orçamento

Durante o evento, o deputado ressaltou que a trajetória da área de ciência e tecnologia no país contou com algumas experiências desafiadoras, mas todas sempre marcadas por um processo de incompreensão orçamentária por parte do governo.

Hoje, ele acredita que existe uma mudança nesse quadro, não só pela sensibilidade dos governantes e ministros, mas principalmente pelo papel que os secretários, governos estaduais e municipais, as instituições de ensino e pesquisa, e entidades como o CNPq tem desenvolvido. "Essas instituições, ao longo desses anos, nos deram uma contribuição enorme para que hoje a gente pudesse estar festejando um dos melhores momentos da ciência e tecnologia no Brasil", disse.

No entanto, Pinheiro lembrou que ainda existe muito o que fazer. De acordo com ele, até dezembro será concluído, no Congresso Nacional, a apreciação da peça orçamentária e já é possível perceber, tanto nas ações transversais, quanto nas diretas, o comprometimento do Parlamento com o tema C&T. "A gente sente uma mudança de comportamento, na própria forma de se comportar em relação à priorização de projetos nessas áreas", afirmou.

O deputado recordou a época em que teve a oportunidade de apreciar os fundos setoriais, destacando que as bancadas do Congresso Nacional ainda tinham muito receio em relação ao aporte de recursos para o setor de ciência e tecnologia, tratando-o como se fosse algo a parte.

"Todas as vezes que discutíamos as questões estruturantes enquanto questões fundamentais a C&T era colocada como uma peça ainda a ser olhada como algo muito mais próprio das universidades, distante da necessidade política de estruturar todo e qualquer projeto de desenvolvimento em nosso país", disse.

Ele ressaltou que o que sente hoje é uma mudança positiva e acredita que, além de comemorar, é necessário aproveitar esse cenário para continuar ampliando a capacidade do país de tratar o segmento com a prioridade que ele merece. "Tenho dito sempre na comissão que é muito comum que em todos os debates hoje todo mundo levanta a importância da ciência e tecnologia", afirmou.

(Bianca Torreão para o Gestão C&T online)
(Gestão C&T, n.785)

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CIDADANIA DIGITAL BAIANA

O projeto Cidadania Digital,  da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) do governo da Bahia, foi agraciado com o Prêmio ARede (Edição 2008), na modalidade Setor Público, categoria estadual. 

 

Fonte: http://www.arede.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1423&Itemid=1

 

*Cidadania Digital, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) do governo da Bahia - Categoria Estadual.

 


Foto: http://www.cidadaniadigital.ba.gov.br

 

"Na categoria Estadual, o vencedor é um exemplo de política pública consistente para a ampliação de acesso à tecnologia da informação e da comunicação. Hoje considerado o maior programa estadual de inclusão digital do país, o projeto começou em 2003, com previsão de construir uma rede de 47 infocentros, até 2007. O sucesso foi tal que, menos de um ano depois, as estimativas saltaram para os 4 dígitos: até final de 2008, a rede deverá ter 1.007 infocentros. O governo baiano também prevê instalar, até março de 2009, pelo menos um Centro Digital de Cidadania em cada um dos 417 municípios do estado."

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CULTURA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania - Cultura Viva, do Ministério da Cultura é vencedor do Prêmio ARede (Edição 2008), na modalidade Setor Público, categoria federal.

 

Fonte: http://www.arede.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1423&Itemid=1

 

*Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania - Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC) - Categoria Federal.

 

Célio Turino, representando o Ministério da Cultura, recebe o troféu no Instituto Cultural Itaú, São Paulo, em 10/11/2008.

Foto: http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/?p=511

 

"O projeto vencedor da categoria Federal nos traz à lembrança o geógrafo Milton Santos. Respeitado analista da realidade brasileira, ele acreditava que a capacidade do nosso povo de fazer festa se tornaria uma fonte de trabalho no país. Milton Santos dizia que o encontro, a festa, para os pobres, não é resultado de uma programação. É a vida normal deles. Por isso, a festa carrega uma enorme força associativa, carrega uma enorme força na produção de idéias, em conseqüência uma enorme força na produção de idéias sobre o mundo, sobre o país, sobre o outro, sobre si mesmo — o que gera um enorme potencial de trabalho. Por ter tornado esse prognóstico uma realidade, o projeto Cultura Viva, do Ministério da Cultura, foi escolhido como vencedor nesta categoria. Iniciado em 2004, o projeto apóia, com recursos em dinheiro, 850 Pontos de Cultura em todo o país, revelando toda a diversidade cultural brasileira."

 

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VENCEDORES DO PRÊMIO AREDE 2008

VENCEDORES DO PRÊMIO AREDE 2008

Cidade Digital de Tauá/CE conquista nova premiação.

A Cidade Digital de Tauá conquistou mais um prêmio de nível nacional. Em premiação promovida pela Momento Editorial, em 10 de novembro de 2008, no Instituto Cultural Itaú, em São Paulo, este município cearense, por conta de seus investimentos em tecnologia da informação e comunicação, foi agraciado com o Prêmio ARede (edição 2008), na categoria setor público municipal. 

 

Secretário de C&T de Tauá, João Álcimo Viana, discursa na solenidade de premiação.

Foto: Alexciano Martins.

 

Confira a relação de todos os vencedores:

Fonte: http://www.arede.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1423&Itemid=1

 

Modalidade Especial Educação

*EducaRede - portal criado a partir da parceria entre a Fundação Telefônica, o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura, e Ação Comunitária (Cenpec), a Fundação Vanzolini e o provedor Terra.

Modalidade Empresa

*Educação Digital, da Brasil Telecom - Categoria Empresa Privada.

* Sistema de Publicação e Consulta Pública com Certificação, da Imprensa Oficial do Estado do Paraná, iniciativa da Celepar (órgão de processamento de dados do governo do Paraná) - Categoria Empresa Pública.

 
Modalidade Setor Público

*Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania - Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC) - Categoria Federal.

*Cidadania Digital, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) do governo da Bahia - Categoria Estadual.

*Cidade Digital, de Tauá (Ceará) - Categoria Municipal.

 

Modalidalidade Terceiro Setor

*Gincana do Milênio Sapiens Circus, promovida pela Fundação Certi e pelo Instituto Sapientia - Categoria Fundação ou Instituto Empresarial.

*Índios Online, da ONG Thydewas - Categoria Organização da Sociedade Civil.

"Ainda no evento, a Momento Editorial concedeu menções honrosas a três Empresas Amigas da Inclusão Digital: Caixa Econômica Federal, Sebrae e Vale. As empresas foram reconhecidas por seu apoio à revista ARede na proposta de divulgação de ações de inclusão social baseadas no uso de tecnologias da informação e comunicação. O prêmio ARede 2008 contou com o patrocínio da Brasil Telecom e da Nokia Siemens e com o apoio da Cisco, do Governo do Estado da Bahia e do Itaú Cultural."

 

 

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24/10/08

PIRAMBU DIGITAL

PIRAMBU DIGITAL


Recebemos, com muita satisfação, um e-mail de Gildenis Silva, Diretor Executivo do Pirambu Digital (projeto implantado em bairro periférico de Fortaleza/CE.

Gildenis Silva relata o reconhecimento que vem tendo esse grande investimento social, que tem na pessoa do Prof. Dr. Mauro Oliveira (CEFET) um dos grandes entusiastas e apoiadores. 

Parabéns!

(João Álcimo Viana).

 

Foto: Carol Domingues.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste (on line).

 

Abaixo, segue a transcrição da mensagem eletrônica de Gildenis:

 

Prezados Amigos,

É com grande felicidade que vos escrevo para lhes comunicar e compartilhar de uma seqüência de alegrias que estamos tendo aqui com as atividades diárias desenvolvidas pelo Pirambu Digital.

A BILA – Biblioteca Integrada a LAN House, projeto de extensão da Cooperativa Pirambu Digital que objetiva o incentivo à leitura e inclusão digital é finalista no Prêmio VIVALEITURA 2008 na categoria “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”. Promovido pelo Ministério da Cultura, Organização dos Estados Ibero-Americanos e Fundação Santillana. Os vencedores serão anunciados na festa que acontecerá no dia 12 de novembro, em São Paulo.
(http://www.premiovivaleitura.org.br/default1.asp?page=2008_finalistas.asp)

O Diário do Nordeste traz, na edição de hoje (22 out 2008), matéria sobre o
Projeto BILA.
(http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=582902).

Em cerimônia realizada em 24 de setembro, o Pirambu Digital foi agraciado com o segundo lugar no Prêmio FINEP de Inovação na região Nordeste, na categoria empreendedor social.
(http://www2.finep.gov.br/premio/?q=node/108)

Será realizado no dia 29 de outubro, em Brasília, a entrega do Prêmio ODM
Brasil. Informo tambem que fomos finalistas na categoria Organização.

Ratifico ainda que o todos os parceiros, colaboradores e amigos têm uma grande parcela nesse sucesso que é o reconhecimento de nosso trabalho pela sociedade.

Atenciosamente,

Gildenis Silva
Diretor Executivo - Pirambu Digital

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O sonho da inclusão digital em áreas rurais

TECNOLOGIA: O SONHO DA INCLUSÃO DIGITAL EM ÁREAS RURAIS

Artigo de João Rolim de Sena

As políticas públicas voltadas para a inclusão digital, devem ir além das áreas urbanas. O benefício precisa chegar à zona rural, onde a população enfrenta muitas dificuldades. Os rurícolas vivenciam graves problemas sociais como a pobreza e o desemprego. Benefícios como o computador e a internet constituíram-se numa urgente necessidade.

Sendo assim, verifica-se a carência de espaços e de recursos tecnológicos na área rural. A exclusão digital não tem permitido a esses cidadãos o exercício pleno da cidadania. O “homem do campo” teoricamente está isolado do “mundo tecnológico”. O rico material disponível na web pode contribuir para o desenvolvimento do setor agropecuário.

 

 

Foto: Arquivo da Cidade Digital de Tauá/CE.

 

Trata-se de um grande desafio, especialmente para regiões pobres, que sem o apoio de instituições públicas para financiar o desenvolvimento local, continuarão a enfrentar inúmeras dificuldades e poderão continuar longe das novidades tecnológicas.

Pensando na importância do beneficio e na continuidade do processo de inclusão digital do cidadão, o município de Tauá criou as bases necessárias para levar o sinal de internet até às vilas distritais. Sendo assim, segue o exemplo de países como a Índia, onde os números sociais são preocupantes, tanto quanto no Brasil. Conforme “dados divulgados pelo governo, apenas 0,5% da Índia estão conectadaos à web. Com uma população beirando um bilhão de pessoas, parece muita gente, mas em termos relativos, está longe de chegar aos 11% que existem no Brasil, segundo o Ibope/ Netratings. No setor de telefonia, a Índia tem apenas 2,2 linhas telefônicas para cada cem habitantes, em média” (REBÊLO, 2008, p. 3).

O acesso à Tecnologia da Informação e da Comunicação, deve ser compreendido como um ato de liberdade, gerador de um processo de aprendizagem, que por sua vez será capaz de gerar autonomia nos vários níveis.

Desse modo, a liberdade é fundamental para a independência dos povos e para o ser humano. A informação pode contribuir para evitar ou reduzir o grau de dependência que os povos pobres têm em relação aos ricos e poderosos do mundo. Conhecer, portanto, ajuda a transformar as relações humanas, políticas, econômicas e sociais existentes.

Por essa razão, compreende-se que as nações subdesenvolvidas têm necessidades urgentes de “acelerar a disseminação da informação em todos os níveis de sua estrutura social”. Essa é a questão central: assegurar o acesso à informação, para a construção de uma cidadania plena, a cidadania ativa, como coloca Bobbio (1986), lembrando Norbert Wiener: “Ser informado é ser livre” (MIRANDA 1977 apud SILVA et al 2005, p. 31).

Compreende-se que o acesso à internet servirá como instrumento que permitirá o desenvolvimento rural tauaense, gerando qualidade de vida e possibilitando aos produtores e pecuaristas adquirirem novos conhecimentos quanto à atividade agropecuária, que os permitirão produzir mais e melhor, além de possibilitar a manutenção do cidadão em seu hábitat.

Outros exemplos importantes de inclusão digital em nações pobres é o caso de Honduras, onde “uma ONG instalou estações de trabalho em comunidades rurais, cujos computadores funcionavam por energia solar, já que não havia energia elétrica naquela área. Também não havia infra-estrutura de telecomunicações, ou seja, nada de telefones ou conexões à internet. Então começaram a usar conexão via satélite, cujo valor ainda é bem alto. Ocorre que toda a parafernália pode se tornar auto–sustentável, com a própria comunidade arcando com os custos de manutenção” (REBÊLO, 2008, p. 3).

O alto custo de manutenção da conexão à internet, tem se constituído num grave entrave no que tange a inclusão digital. Nas cidades do interior, os provedores pagam valores elevados por um link de 1 MB de velocidade. Este é sem dúvida um fator complicador, pois falta concorrência para forçar o barateamento do serviço.

Contrariando as dificuldades enfrentadas num amplo Projeto de Inclusão Digital, o Município de Tauá levará internet em banda larga às sedes distritais e vai se transformar em “Município Digital”. Trata-se de uma proposta ambiciosa, mas absolutamente necessária, além de ser uma reivindicação dos rurícolas, especialmente dos jovens, que buscam outras alternativas de inclusão.

Desta forma, as comunidades locais poderão ter contato com as Tecnologias da Informação e da Comunicação, permitindo às pessoas o acesso não somente a uma grande gama de informações, mas, também, a possibilidade de poderem comprar e vender produtos produzidos na área rural via internet. Isso garantirá qualidade de vida às pessoas, estabelecendo novas fronteiras comerciais e profissionais com outros Estados ou paises.

Portanto, permitir o acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação no meio rural é a possibilidade de garantir aos homens, mulheres, jovens e crianças a oportunidade de incluí-los no mundo digital com foco na inclusão social, garantindo-lhes maior dignidade. Trata-se, da realização de um sonho de um sertão tecnológico, no coração de uma das regiões mais secas e pobres do nordeste brasileiro, onde o índice do êxodo rural continua sendo um problema grave. Compreende-se ainda que os benefícios tecnológicos ainda não estejam universalizados.

 

Referências Bibliográficas

SILVA, Helena Pereira da; JAMBEIRO, Othon; LIMA, Jussara Borges de e BRANDÃO, Marco Antonio. Inclusão digital e educação para a competência informacional: uma questão de ética e cidadania. Ci. Inf., Brasília, v. 34, n. 1, 2005.
REBÊLO, Paulo. Inclusão digital: o que é e a quem se destina? Disponível em: http://www.netmultibusca.com.br/noticias.php?id=15¬icia=inclusao-digital-o-que-e-e-a-quem-se-destina?>. Acesso em: 26 de jun 2008.

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João Rolim de Sena é pedagogo e Diretor do Departamento de Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Empreendedorismo da Prefeitura Municipal de Tauá.

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A universidade e as novas tecnologias

A universidade e as novas tecnologias.

 

 Artigo de João Grandino Rodas.

(Publicado no Jornal O Estado de São Paulo, em 18/10/2008). 

 

Prof. João Grandino Rodas, da USP.

 

É possível antever que, em poucos anos, o panorama universitário global se modifique profundamente, a ponto de se tornar irreconhecível”.

Nunca antes o conceito de universidade, surgido na Europa no século 12, enfrentou tamanho desafio. Estão em xeque seus pressupostos básicos: localização, temporalidade e limitação de vagas. De per si, as invenções da imprensa, do rádio e da televisão não tiveram o condão de mudar, fundamentalmente, o conceito em tela.

O uso integrado de variadas mídias, possibilitado pelo uso conjunto de tecnologias de comunicação e informação, contudo, vem permitindo uma revolução na educação, em razão de romper com as fronteiras de tempo e de espaço.

O impacto da utilização do referido conjunto de tecnologias pode ser sentido na sociedade, nos métodos de ensino, no aluno, no professor e na universidade. Para a sociedade o benefício é dúplice: os cursos semipresenciais e não-presenciais propiciam aumento considerável do número de pessoas com acesso à educação - um mesmo curso pode ser seguido tanto em escala nacional quanto global.

Opera-se a democratização da educação ao permitir que pessoas sem possibilidades de freqüentar regularmente cursos presenciais possam ser incorporadas à escola. Além disso, facilita-se a educação continuada.

No que tange aos métodos, o professor deixa de ser o ponto central, tornando-se partícipe de equipe multidisciplinar (pedagogo, designer, roteirista, programador e apresentador), cujo objetivo é a eficácia do processo ensino-aprendizagem.

Por outro lado, cada espécie de curso requer o desenvolvimento de metodologias adequadas. Curso que utilize a televisão deve ser interativo, a ponto de possibilitar a comunicação reversa do aluno. Já os que utilizam a internet necessitam de ferramentas de interatividade para a comunicação síncrona ou assíncrona entre professor e aluno.

O aluno torna-se o foco do processo de aprendizagem. Passa ele a ter maior autonomia para identificar suas necessidades e procurar as informações, com o intuito de refletir sobre elas, discuti-las e adaptá-las às suas necessidades. Daí ser imperioso, desde o ensino fundamental, cultivar no aluno maior espírito crítico e perspicácia. Relativamente às informações, elas passam a estar disponíveis em qualquer lugar e a qualquer hora, e não unicamente no momento em que o professor as apresenta. O aluno poderá obtê-las quando a elas se puder dedicar.

Deixa o professor de ser “fonte do saber”, que disponibiliza conteúdos a serem memorizados e replicados. Sua competência será mais bem aproveitada, por se tornar um orientador de estudos, que também motiva o discípulo, dissipa dúvidas e procede à avaliação. Cabe ao professor repartir com o aluno sua experiência, orientando-o na abordagem, avaliação e resolução de situações.

Deixa a universidade de depender das competências locais para o oferecimento de cursos, podendo, no estabelecimento deles, contar com competências existentes na esfera nacional e mesmo internacionalmente. Dessa maneira, poderá otimizar seus recursos, mormente os humanos, deles se servindo mesmo que dispersos no tempo e no espaço.

Duas características serão imprescindíveis para a universidade:

- Deve dispor de infra-estrutura, tecnologias modernas e metodologias adequadas para atender aos alunos onde quer que eles se encontrem, durante o tempo que precisem e consoante as suas necessidades. Tanto quanto de bons professores, a universidade, como nunca anteriormente, passa a necessitar de bibliotecas, inclusive e mormente de biblioteca digital, além de laboratórios apropriados;

- Necessita ser ágil para identificar as necessidades de conhecimento da sociedade, que variam no tempo e na localização, e oferecer cursos, fazendo-os evoluir conforme se modifiquem tais necessidades.

Por oito séculos o modelo de universidade se manteve praticamente o mesmo. De alguns anos a esta parte, o conjunto de tecnologias de informação e de educação acima mencionado começou a ser, pouco a pouco, utilizado por várias universidades estrangeiras e, mais timidamente, por algumas brasileiras. O que já começa a ser patente é a aceleração que vem sendo impressa, mormente por universidades alienígenas, nesse processo.

É possível antever que, em poucos anos, o panorama universitário global se modifique profundamente, a ponto de se tornar irreconhecível. A discussão que sempre houve sobre os métodos de ensino será canalizada, mais pragmaticamente, para determinadas finalidades.

O perfil do aluno tende a se modificar e um ensino básico adequado será importantíssimo. Sem ele não será possível navegar pelo mundo virtual ou semivirtual da aprendizagem. Persistindo a falta de ensino público básico de qualidade, aprofundar-se-á o fosso socioeducacional já existente.

Os professores continuarão a ser necessários, não o professor tradicional, mas o apto a certos desafios. Assim, reciclagem profunda e adaptações indispensáveis serão imprescindíveis para que os professores “à moda antiga” não fiquem inexoravelmente fora do mercado e os novos professores já se formem com as habilidades necessárias.

Finalmente, as instituições que não perceberem o sinal dos tempos e não empreenderem profunda reflexão e mudança estarão fadadas, inicialmente, ao ostracismo e, a médio prazo, à obsolescência e à nulificação.

Espera-se que as universidades brasileiras não percam o momento, pois está em jogo, inclusive, a preservação da cultura nacional, a importância do Brasil no mundo e a capacidade de termos um País mais justo. Este último desiderato só será alcançado por meio de educação de qualidade acessível a todos neste país-continente.

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João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direito da USP, presidente do Tribunal Permanente de Resolução do Mercosul, ex-professor da Faculdade de Educação da USP (Didática, História da Educação e Educação Internacional), é membro do Conselho Diretor da Fulbright Commission. Artigo publicado no “Estado de SP”:

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RETORNO DAS ATIVIDADES DO BLOG

 

Olá amigos(as) internautas,

Após dois meses de recesso, estamos retornando nossas atividades de edição e interação em nosso blog das Cidades Digitais.

Um forte abraço,

João Álcimo Viana.

 

 

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14/8/08

DESAFIO DA ALFABETIZAÇÃO DIGITAL

Desafio da alfabetização digital.

 

 

Artigo de Michel Levy

Publicado no Jornal Valor Econômico (São Paulo, 13/08/2008).

 

Acrescente importância da Tecnologia da Informação (TI) na economia brasileira é algo que qualquer cidadão pode notar. Não só as vendas de computadores e equipamentos têm aumentado, mas também os investimentos das empresas em soluções que as auxiliem a gerar novos negócios, melhorar a produtividade e aperfeiçoar o controle de suas operações. Graças ao momento de mercado favorável e a uma série de fatores conjunturais, o segmento atravessa uma fase de alta consistente, com boas perspectivas também para os próximos anos.

Os gastos com TI já representam aproximadamente 1,8% do PIB nacional, segundo a consultoria especializada IDC, embora o país ainda esteja abaixo da média mundial (2,5%). Há hoje, aproximadamente 1,1 milhão de trabalhadores ligados diretamente ao setor - e esse número deve ultrapassar 1,5 milhão até 2011.

Em unidades de computadores pessoais comercializados, o Brasil já é o quinto colocado no mundo (com 10,7 milhões de máquinas vendidas em 2007). Em 2010, a expectativa é que sejamos o terceiro maior mercado desse segmento, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

 

Michel Levy sendo entrevistado.

Fonte: http://babooblogs.com.br/photos/vistalaunch/picture77.aspx

Mais importante do que a capacidade de geração de empregos diretos é o papel que a Tecnologia da Informação tem no desenvolvimento da economia como um todo. Quanto mais estruturado for esse segmento em determinado país, maior será seu grau de competitividade. É por isso que TI é um dos 12 pilares analisados pelo Fórum Econômico Mundial para medir o Índice de Competitividade Global de uma nação.

O crescimento do uso de computadores, telefones celulares e outros equipamentos tecnológicos é um fenômeno sem volta, mas ainda há um longo caminho a se percorrer até que seus benefícios estejam amplamente difundidos e possam ser usufruídos por todos. O planeta tem hoje 1 bilhão de habitantes incluídos digitalmente. Em contrapartida, há 5 bilhões de excluídos que não conseguem ter acesso a essa realidade. São indivíduos que estão na base ou no centro da pirâmide - e que, portanto, poderiam ter no acesso à tecnologia uma forma de inclusão e ascensão social.

A "alfabetização digital" é fundamental para que essa parcela gigantesca da população mundial aumente suas oportunidades e possa buscar melhores condições de vida. Para o economista indiano naturalizado americano Coimbatore Krishnarao Prahalad, autor de "A Riqueza na Base da Pirâmide" e outros livros sobre o tema, essa parcela da população poderá garantir o crescimento econômico e social de todo o planeta.

Trazer esse enorme contingente populacional ao mundo conectado e às suas possibilidades é uma tarefa de todos. E a educação é, sem dúvida, o ponto de partida. É por meio de uma educação inclusiva e de qualidade que se pode investir no capital humano capaz de levar adiante um projeto de desenvolvimento e inovação.

O Brasil alcançou a universalização da Educação Básica, mas ainda sofre quando entra em discussão a qualidade do ensino. O país é o 54º colocado em um ranking de conhecimentos de matemática preparado pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) - fica à frente apenas de Tunísia, Qatar e Cazaquistão. Na classificação de capacidade de leitura, estamos em 50º lugar. Em ciência, ocupamos a 52ª colocação entre os 57 pesquisados.

Ao melhorar a qualidade da educação, o Brasil conseguirá fazer girar com mais velocidade o mecanismo da inovação. O país tem tradição de dar mais ênfase à pesquisa acadêmica, deixando em segundo plano o investimento em novos produtos e serviços. Mas dados recentes mostram que essa realidade começa a se alterar.

Segundo indicadores do Ministério da Ciência e Tecnologia, os recursos públicos corresponderam a 58,67% do total investido em pesquisa em 2003. Em 2006, o aporte de recursos privados praticamente igualou-se ao de verbas públicas: 49,9% contra 50,1%. Essa mudança traz a perspectiva de que idéias nascidas nas universidades possam ser aperfeiçoadas e colocadas em prática com o auxílio das empresas - e muitas vezes, consigam ganhar escala e se transformar em políticas públicas.

Para que cumpram de fato sua missão, a estrutura de estímulo à inovação e o sistema de ensino devem estar a serviço da criação de empregos e de oportunidades de negócios para um número cada vez maior de pessoas. Parcerias firmadas entre empresas e a academia servem de exemplo para o desenvolvimento de soluções que atendem às necessidades de clientes de diversos portes e áreas de atuação.

Essas iniciativas são essenciais para a diminuição do déficit de mão-de-obra qualificada. Também estimulam o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à indústria local e a renovação do espírito acadêmico. Apenas por meio da participação integrada de professores, estudantes, pesquisadores, consultores e produtores de software é possível alcançar os objetivos esperados.

Os resultados são visíveis e relevantes, sempre com a comunidade reagindo com entusiasmo. Em Salvador, por exemplo, 5,6 mil estudantes disputaram recentemente 60 vagas disponíveis em um curso de formação para programadores. Em pouco tempo, um terço dos selecionados já havia sido incorporado pelo mercado de trabalho local.

Investir em pesquisa científica, estimular os avanços tecnológicos e incentivar o empreendedorismo são estratégias certeiras para o surgimento de novas perspectivas para a população. Por meio da educação de qualidade é possível fomentar as oportunidades econômicas e sociais nas comunidades e, conseqüentemente, ter profissionais altamente capacitados para atuar no disputado mercado de trabalho.

Para isso, a união entre governo, iniciativa privada e setor acadêmico é fundamental. Só assim a "base da pirâmide" poderá, de fato, se tornar o alicerce de um novo ciclo de desenvolvimento no qual todos sejam beneficiados.

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Michel Levy é presidente da Microsoft Brasil.

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