Blog das Cidades Digitais

Este blog, sob a coordenação do Prof. João Álcimo Viana, se constitui como um espaço de discussão acerca das Cidades Digitais e das políticas públicas brasileiras em Tecnologia da Informação.

24/6/08

As TIC’s como instrumentos de transformação

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO: INSTRUMENTOS DE TRANSFORMAÇÃO

Artigo de João Rolim de Sena.

 

A evolução tecnológica tem promovido profundas e importantes transformações nas relações de comunicação (transmissão e recepção de dados), bem como nas relações humanas em todos os setores da atividade econômica e social dos povos contemporâneos. Por conta dessas mudanças, tem sido cada vez mais urgente, a adoção de um novo comportamento empresarial e do mesmo modo, em relação aos trabalhadores em geral, pois o mercado exige profissionais altamente qualificados para o exercício de atividades que hoje, são determinantes para o desenvolvimento dos povos.

Alguns municípios brasileiros, como Tauá no Ceará, estão dando um pontapé essencialmente importante e entram numa fase fundamental diante do desenvolvimento que o mundo tem determinado e até exigido, em função da velocidade com que as informações chegam ao seu destino, adquirindo assim uma dinâmica cada vez maior. Isso tem disponibilizado aos usuários da rede mundial de computadores, uma grande e variada fonte de informações. Neste sentido, as TIC podem ser aliadas da educação.

Sendo assim, e por essas razões, torna-se urgente a promoção de capacitações voltadas para professores e outros profissionais que atuam na área educacional, para que adotem a Tecnologia da Informação e da Comunicação como instrumento de apoio para o trabalho pedagógico na escola. Além disso, é necessário o envolvimento dos estudantes na dinâmica tecnológico/educacional. As escolas devem se modernizar sendo dotadas com computadores; com a freqüência eletrônica para estudantes; a disponibilização das notas escolares e do resumo de aula na internet.

São instrumentos que devem ser disponibilizados para a comunidade escolar (pais e alunos), no sentido de contribuir efetivamente para a melhoria da qualidade da educação e de dar maior celeridade aos processos pedagógico/educativos e desta forma, promover melhorias qualitativas na educação.

 

Foto: Arquivo da Cidade Digital de Tauá/Ceará.

 

Em assim agindo, os poderes constituídos terminam por adotar uma postura ética, respeitando e cumprindo as demandas exigidas pela sociedade, para que esta possa de fato exercer um direito elementar, a cidadania. Desta forma, baseado em Demo, citado por Silveira (2000), entende-se cidadania como sendo “a raiz dos direitos humanos [...]. Cabe ao Estado prover – ou viabilizar que outros o façam – o acesso à informação, e não apenas mediar às relações entre os homens, privilegiando a estrutura de poder, pois a informação é mais que a mercadoria por excelência da sociedade pós-industrial: é a sua própria razão de ser. Ela condiciona a existência da sociedade e sua coerência. A informação é um produto e um bem social”. O acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação é fator primordial na modernidade, pois aquele que detém maior conhecimento tem maiores chances junto aos diversos segmentos da sociedade, pois são exigidos do cidadão conhecimentos diversos para áreas diversas.

Para Castells (1998), pode ser considerado “positivo o papel das novas tecnologias de informação na geração do conhecimento e na maior velocidade na troca e difusão de informações dentro da estrutura da sociedade”. Entende ainda Castells (1998) que “uma das áreas que se beneficia mais intensamente do desenvolvimento dos novos recursos é a educação, tendo em vista que as TI - Tecnologias de Informação ampliam a capacidade das pessoas de progredir em seus conhecimentos, criar riqueza e utilizá-la mais sabiamente que as gerações anteriores”. Tratando da interação entre as novas tecnologias da informação e a educação, Levy (1998) destaca que “o papel das novas tecnologias intelectuais, que ampliam, exteriorizam e alteram muitas das funções cognitivas humanas; e da maior facilidade de reprodução e transferência de informações, do aumento da memória, das simulações, entre outros, que acabam por aumentar o potencial de inteligência coletiva humana”.

Desta forma, as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação podem contribuir para a transformação da sociedade, dando ao cidadão a capacidade de aumentar sua criticidade, conhecimentos e poder para interferir positivamente no meio em que vive, visando inclusive a melhoria da sua qualidade de vida.

Compreende-se, que o acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação ainda está longe da universalização. A inclusão digital ainda é artigo de luxo para muitos, especialmente em Municípios pobres ou nas zonas rurais, onde o benefício é quase inexistente. A falta de compartilhamento desse acesso pode contribuir para a manutenção e até o aumento do “status quo” da sociedade capitalista atual. A universalização das tecnologias da Informação é determinante para as gerações atuais e futuras.

Portanto, quanto maior o acesso à informação e à educação, maiores serão as possibilidades dos povos de se tornarem independentes e de promoverem mudanças efetivas em sua realidade, a partir da politização e do aumento da visão de mundo de cada pessoa. Educação e Tecnologia da Informação devem servir como veículo para tais mudanças que a sociedade reclama.

 

João Rolim de Sena é pedagogo e Diretor de Departamento de Tecnologia da Prefeitura de Tauá/Ceará.

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21/6/08

NORDESTE DIGITAL SERÁ REALIZADO NA BAHIA

NORDESTE DIGITAL (EVENTO)

 

Fonte: Site do Network Eventos. 

Disponível em: http://www.networkeventos.com.br/evento.php?evento=87&lg=pt

 

O Governo do Estado da Bahia, através da SECTI – SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA, em parceria com a Network Eventos, empresa especializada na produção de eventos no setor de Telecomunicações e Tecnologia da Informação, realizarão o evento: NORDESTE DIGITAL.

O evento tem como objetivo a disseminação do conhecimento sobre tecnologias, apresentando soluções e aplicações nas áreas de saúde, educação e segurança, implementação dos aspectos regulatórios, estudos de casos de sucesso e outros.

Local: Fiesta Bahia Hotel - Av. Antonio Carlos Magalhães, 711 – Pituba. - Salvador - BA.
Data: 07 de Agosto de 2008.

Para mais informações sobre este evento envie um e-mail p/
marketing@networkeventos.com.br

criado por professoralcimo    15:17 — Arquivado em: Sem categoria

CUIDADOS REFORÇAM SEGURANÇA DE REDE WI-FI

Cuidados simples reforçam segurança de rede Wi-Fi; aprenda.

JULIANA CARPANEZ

Do G1, em São Paulo 

Fonte: Globo online.

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL535143-6174,00-

 

As ameaças estão aumentando muito nesse tipo de rede e é preciso saber como se proteger. Os hackers também estão se interessando cada vez mais por esse tipo de ambiente e aumentando suas habilidades nessa área”, afirma Tiago Capoano, da EsyWorld (representante no Brasil da empresa de segurança Kaspersky). Um teste do G1 realizado em São Paulo comprova a falta de cuidados dos usuários de redes Wi-Fi.

Cláudio Smith, gerente de produtos da Siemens Home and Office, afirma que uma rede sem fio vulnerável facilita a captura de dados transmitidos entre o computador e o roteador. Além disso, alerta que, se não configurada adequadamente, esse tipo de conexão facilita a invasão de PCs também desprotegidos — quando consegue esse tipo de acesso, uma pessoa mal-intencionada consegue roubar dados da máquina e instalar nela códigos maliciosos.

Por esses motivos, os especialistas são unânimes: o acesso sem fio à internet deve estar sempre associado a cuidados com a segurança. “O usuário doméstico tem de seguir os passos indicados pelos fabricantes de roteadores e usar ferramentas que garantam a segurança de seus dados”, defende Antônio Mariano, diretor de tecnologia da 3Com. Além do manual, a ajuda na configuração pode vir dos CDs de auto-instalação, suporte das fabricantes de roteadores ou até mesmo daquele conhecido que entende tudo de informática.

Abaixo, o G1 reuniu as principais dicas de segurança em relação aos roteadores. A forma de configurar cada aparelho pode ser diferente, mas as sugestões se aplicam aos mais variados modelos. Confira.

1 - Senha, sempre
É essencial que o acesso à rede Wi-Fi seja liberado mediante uso de senha. Assim, teoricamente só poderão navegar na “sua” internet sem fio as pessoas para quem você passou o nome da rede e também a senha.

2 - Esconda sua rede
Para evitar que o vizinho pegue carona na sua conexão de internet, é possível configurar o roteador para que ele não divulgue o nome de sua rede — ou, usando uma linguagem mais técnica, você deve desabilitar o SSID (Service Set Identifier), tornando-o invisível. É o SSID que permite ao computador identificar uma rede e, se ele não for exibido, o “ladrão de Wi-Fi” não terá como adivinhar a existência daquela rede. Ainda assim, se por acaso ele conseguir visualizá-la, encontrará a barreira da senha de acesso sugerida no item 1.

3 - Criptografe
Os roteadores permitem a criptografia de informações, com o objetivo de dificultar a captura de dados quando eles trafegam entre o computador e o roteador (e vice-versa). Os especialistas recomendam o uso de dois padrões de criptografia: o WPA ou WPA2, pois o padrão WEP já é considerado ultrapassado. O uso da criptografia pode tornar uma rede Wi-Fi até mais segura que uma conexão à internet via cabo, que não tem esse recurso.

4 - Endereço certo
Como medida de segurança “extra”, configure seu roteador para que ele só libere acesso a endereços MAC (Media Access Control) de computadores previamente cadastrados — esse endereço é responsável pela identificação de cada máquina. Essa é a dica mais complexa e, por isso, talvez não seja ideal para os leigos. Você pode aprender a identificar esse endereço em fóruns de internet ou pedindo ajuda para algum conhecido que entenda de informática.

criado por professoralcimo    14:51 — Arquivado em: Sem categoria

12/6/08

ALÉM DO ACESSO (ARTIGO)

ALÉM DO ACESSO

 

Artigo de João Álcimo Viana Lima

Tem-se visto nos últimos anos, tentativas e concretizações de investimentos pelo poder público (municipal, estadual e federal), de forma cooperada ou individual, referentes a equipamentos de tecnologia da informação. É que aos poucos o setor de TI está sendo visto como algo necessário para os padrões de modernidade, importante para o fortalecimento das profissões e das instituições e estratégico para o desenvolvimento sociocultural e econômico. Somam-se a isso, algumas experiências - de Cidades Digitais - exitosas e premiadas no País, que revelam exeqüibilidade, um grande alcance social, aceitação popular e um forte atrativo midiático.

 


Criança de 4 anos acessando internet wireless na Praça principal de Tauá/CE.

Foto: Jorge Moura.

 

Com efeito, investimentos em TI vêm sendo cada vez mais demandados e os entes públicos instados a agir. As ações, como mencionei anteriormente, vêm sendo constatadas. Todavia, muitos projetos carecem de uma visão integrada, resumindo-se a equipamentos tecnológicos, com denominações diversas (ilhas, quiosques, telecentros, laboratórios etc), que se resumem ao acesso à internet, à digitação e, por vezes, à oferta de cursos de informática. Ressaltamos, a tempo, que essas atividades são de um significado expressivo para determinadas localidades e sinalizam para a inclusão de um contingente populacional no mundo da informática. Mas, ressalvamos que o processo de inclusão digital requer um conjunto de atividades que repercutam de maneira inter-setorial na vida das pessoas e na melhoria dos serviços.

 

Foto: Jorge Moura.

Uma Cidade Digital ou um Município Digital precisa ir muito além do acesso à internet. A propósito, o Guia das Cidades Digitais, em uma série de reportagens, lista exemplos de iniciativas municipais que revelam a integração da estrutura de TI com ações relacionadas à educação, à saúde, à capacitação profissional, ao empreendedorismo e a serviços diversos, incluindo o acesso e a digitação. Dentre os 33 municípios citados, a grande maioria se concentra no Sudeste (16), enquanto que as regiões Nordeste (3), Sul (3) e Norte (1) apresentam as outras experiências.

Referidos municípios destacaram-se especialmente pela criatividade de seus projetos e por sua capacidade de gestão. Sabe-se, por sinal, que o êxito das políticas municipais de TI não está estritamente relacionado com o montante de recursos financiados pelo governo federal e com uma estrutura favorável em telecomunicações nas circunscrições locais. Assim, o reconhecimento às iniciativas criativas torna-se relevante pelo bom exemplo que transmitem ao País, sob a égide da boa aplicação dos recursos púbicos aliada à determinação política de implantar novos paradigmas de gestão e política municipal.

A videoconferência como parte do processo da Cidade Digital.

Foto: Arquivo da Prefeitura de Tauá/Ceará.


Infere-se, portanto, que uma política de inclusão digital deve se pautar com o compromisso de incluir socialmente as pessoas e com vistas a fortalecer o potencial econômico das localidades.

 

 

criado por professoralcimo    8:42 — Arquivado em: Sem categoria

MINISTÉRIO ESTIMULA USA DE SOFTWARE LIVRE

Ministério das Comunicações estimula o uso popular do software livre

 

Fonte: Site do Ministério das Comunicações

Disponível em: http://www.mc.gov.br

(09/06/2008 - 09:00)

Programa de inclusão digital promove capacitação técnica em Salvador

Brasília – Monitores e coordenadores responsáveis por telecentros públicos em áreas de baixo índice de desenvolvimento econômico participaram de mais uma oficina de inclusão digital. A capacitação na Bahia foi promovida pelos implementadores sociais do Gesac (Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão), do Ministério das Comunicações, em parceria com o projeto Casa Brasil e a Associação de Moradores de Plataforma.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, considera essencial investir na sustentabilidade técnica dos telecentros comunitários, por isso investe na capacitação dos agentes de inclusão digital para o uso e manutenção de Sistema GNU/Linux (software livre).

Cerca de 5 mil usuários dos telecentros do Casa Brasil serão beneficiados mensalmente pela capacitação. Cinco pontos de presença do Gesac participaram, na primeira semana de junho, da oficina: Casa do Trabalhador e Associação de Moradores de Plataforma, em Salvador; Casa da Cultura, em Valente; Ponto de Cultura Terreiro Cultura, em Cachoeira; e Ponto de Cultura FUNDAL - Fundação Antônio Almeida e Silva, em Ipirá.

criado por professoralcimo    7:53 — Arquivado em: Sem categoria

EDITAL PARA CIDADES DIGITAIS

Ministério das Comunicações vai lançar edital para Cidades Digitais

Fonte: Guia das Cidades Digitais.

Disponível em: http://www.guiadascidadesdigitais.com.br/site/pagina/ministrio-das-comunicaes-vai-lanar-edital-para-cidades-digitais

 

O Ministério das Comunicações vai lançar, no segundo semestre deste ano, edital para a compra de equipamentos e a contratação de empresas para instalação de projetos de Cidades Digitais em todos os municípios brasileiros. A informação é do Coordenador Geral de Projetos Especiais do ministério, Carlos Paiva. "Se tudo der certo, podemos lançar o edital até mesmo em junho", disse, com exclusividade, ao Guia das Cidades Digitais, nesta quarta, 4. Segundo ele, o texto ainda está em elaboração, mas já é possível adiantar que a conexão das cidades será por meio de sinal sem fio − ondas de rádios ou satélite.

O edital terá como objetivo a seleção das empresas que farão a iluminação dos municípios com sinal de internet em banda larga e de fornecedores dos equipamentos de infra-estrutura (torres, antenas, etc.). "Será realizado pregão eletrônico para definir os vencedores", esclarece o representante do ministério.

Prioridade para municípios de até 60 mil habitantes

Dependendo do resultado do pregão, o MC vai avaliar se será possível levar os projetos de Cidades Digitais a todos os municípios. "Ainda estamos trabalhando os critérios de seleção dos municípios. Mas certamente a prioridade será dada aos pequenos, de até 60 mil habitantes", adiantou Paiva.

Ele disse ainda não saber se a escolha das cidades será também através de edital, como foi feita com a distribuição de kits de telecentros [Saiba mais na matéria "Ministério promete distribuir kits de telecentros a todos os municípios até final do junho".

Além disso, como a proposta está em fase de definição, ainda não está estabelecido como a iniciativa contemplará os municípios com projetos implantados ou em andamento.

Segundo Carlos Paiva, a iniciativa não está relacionada e nem depende da troca da obrigação das teles, que a partir de abril passaram a ter de levar backhauls de banda larga até a "porta" de todas as cidades brasileiras até 2010, depois que o decreto 6.424 alterou metas do Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado (PGMU).

Paiva informa que a iniciativa de Cidades Digitais do MC vai atuar paralelamente. "O fato de o backhaul chegar até o município não significa que o sinal de internet vai chegar à zona rural, por exemplo. E o Ministério das Comunicações vai garantir isso", completa ele.

Data: 05 de junho de 2008
Autor: Maria Eduarda Mattar

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