7/7/08
DRAGÃO DIGITAL
Algo melhor que a Refinaria
Demitri Túlio e Cláudio Ribeiro
da Redação
(Jornal O Povo, Fortaleza, 7 jul. 2008).
Disponível em: http://www.opovo.com.br/opovo/paginasazuis/802283.html.
A TV Digital, recém-implantada em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, nasceu capenga e sem o Ginga, nome dado à tecnologia de interatividade desenvolvida pela inteligência brasileira. A afirmação é de Mauro Oliveira, 52, pesquisador e ex-secretário do Ministério das Comunicações

Prof. Dr. Mauro Oliveira.
Foto: Jornal O Povo.
A refinaria não é o principal projeto de desenvolvimento do governo Cid Gomes (PSB). Segundo o cientista Mauro Oliveira, doutor em Tecnologia da Informação (TI) pela Universidade Paris VI, o Dragão Digital é a oportunidade que o Ceará tem de mudar cenários sociais, sair de um atraso histórico no mundo da informática e de abocanhar uma fatia maior de um mercado de 35 bilhões de dólares na área de TI. Ele alerta que a lógica não é binária e excludente. A refinaria e o Dragão podem ser tocados em paralelo, desde que sejam política de Estado e não de um governo.
Idéias a mil, olhar aguçado, cálculos e uma lousa na Redação são suportes para encorpar o discurso de um dom Quixote em Mauro Oliveira. O Dragão Digital, enxerga, leva algumas vantagens em relação à refinaria esperada quando se fala em tendências. Segundo o pesquisador, hoje, qualquer prospecção de reinvenção das cidades/cidadania não pode deixar de fora a TI. "Isso para falar do óbvio. Mas, vejam, o Dragão é uma tecnologia limpa, não depende de seca ou inverno e é mais universal do que uma estação de refino. Penso que o próprio governo ainda não percebeu isso", observa.
O Ceará, alerta Mauro Oliveira, já deveria ter seu Porto Digital a exemplo do que fez Pernambuco há 15 anos, quando decidiu iniciar a formação de doutores e mão-de-obra para o irremediável campo da Tecnologia da Informação. Além disso, Recife não "é besta" e, diferentemente de Fortaleza, tem outro olhar quando o assunto é atração de investidores que trabalham com informática. "Há uma empresa de Fortaleza, que tem uma filial lá, que sozinha pagou para a capital pernambucana mais ISS (Imposto sobre Serviços) do que todas as que atuam no Ceará. Aqui é 5%, lá é 2%", constata.
Confira a entrevista completa em http://www.opovo.com.br/opovo/paginasazuis/802283.html.
criado por professoralcimo
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