12/8/08
TIC, EDUCAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO.
TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO: INSTRUMENTOS DE TRANSFORMAÇÃO.
Artigo de João Rolim de Sena.
A evolução tecnológica tem promovido profundas e importantes transformações nas relações de comunicação (transmissão e recepção de dados), bem como nas relações humanas em todos os setores da atividade econômica e social dos povos contemporâneos. Por conta dessas mudanças, tem sido cada vez mais urgente, a adoção de um novo comportamento empresarial e do mesmo modo, em relação aos trabalhadores em geral, pois o mercado exige profissionais altamente qualificados para o exercício de atividades que hoje, são determinantes para o desenvolvimento dos povos.

Foto: Arquivo da Prefeitura de Tauá/CE.
Alguns municípios brasileiros, como Tauá no Ceará, estão dando um pontapé essencialmente importante e entram numa fase fundamental diante do desenvolvimento que o mundo tem determinado e até exigido, em função da velocidade com que as informações chegam ao seu destino, adquirindo assim uma dinâmica cada vez maior. Isso tem disponibilizado aos usuários da rede mundial de computadores, uma grande e variada fonte de informações. Neste sentido, as TIC podem ser aliadas da educação.
Sendo assim, e por essas razões, torna-se urgente a promoção de capacitações voltadas para professores e outros profissionais que atuam na área educacional, para que adotem a Tecnologia da Informação e da Comunicação como instrumento de apoio para o trabalho pedagógico na escola. Além disso, é necessário o envolvimento dos estudantes na dinâmica tecnológico/educacional. As escolas devem se modernizar sendo dotadas com computadores; com a freqüência eletrônica para estudantes; a disponibilização das notas escolares e do resumo de aula na internet.
São instrumentos que devem ser disponibilizados para a comunidade escolar (pais e alunos), no sentido de contribuir efetivamente para a melhoria da qualidade da educação e de dar maior celeridade aos processos pedagógico/educativos e desta forma, promover melhorias qualitativas na educação.
Em assim agindo, os poderes constituídos terminam por adotar uma postura ética, respeitando e cumprindo as demandas exigidas pela sociedade, para que esta possa de fato exercer um direito elementar, a cidadania. Desta forma, baseado em Demo, citado por Silveira (2000), entende-se cidadania como sendo “a raiz dos direitos humanos [...]. Cabe ao Estado prover – ou viabilizar que outros o façam – o acesso à informação, e não apenas mediar às relações entre os homens, privilegiando a estrutura de poder, pois a informação é mais que a mercadoria por excelência da sociedade pós-industrial: é a sua própria razão de ser. Ela condiciona a existência da sociedade e sua coerência. A informação é um produto e um bem social”. O acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação é fator primordial na modernidade, pois aquele que detém maior conhecimento tem maiores chances junto aos diversos segmentos da sociedade, pois são exigidos do cidadão conhecimentos diversos para áreas diversas.
Para Castells (1998), pode ser considerado “positivo o papel das novas tecnologias de informação na geração do conhecimento e na maior velocidade na troca e difusão de informações dentro da estrutura da sociedade”. Entende ainda Castells (1998) que “uma das áreas que se beneficia mais intensamente do desenvolvimento dos novos recursos é a educação, tendo em vista que as TI - Tecnologias de Informação ampliam a capacidade das pessoas de progredir em seus conhecimentos, criar riqueza e utilizá-la mais sabiamente que as gerações anteriores”. Tratando da interação entre as novas tecnologias da informação e a educação, Levy (1998) destaca que “o papel das novas tecnologias intelectuais, que ampliam, exteriorizam e alteram muitas das funções cognitivas humanas; e da maior facilidade de reprodução e transferência de informações, do aumento da memória, das simulações, entre outros, que acabam por aumentar o potencial de inteligência coletiva humana”.
Desta forma, as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação podem contribuir para a transformação da sociedade, dando ao cidadão a capacidade de aumentar sua criticidade, conhecimentos e poder para interferir positivamente no meio em que vive, visando inclusive a melhoria da sua qualidade de vida.
Compreende-se, que o acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação ainda está longe da universalização. A inclusão digital ainda é artigo de luxo para muitos, especialmente em Municípios pobres ou nas zonas rurais, onde o benefício é quase inexistente. A falta de compartilhamento desse acesso pode contribuir para a manutenção e até o aumento do “status quo” da sociedade capitalista atual. A universalização das tecnologias da Informação é determinante para as gerações atuais e futuras.
Portanto, quanto maior o acesso à informação e à educação, maiores serão as possibilidades dos povos de se tornarem independentes e de promoverem mudanças efetivas em sua realidade, a partir da politização e do aumento da visão de mundo de cada pessoa. Educação e Tecnologia da Informação devem servir como veículo para tais mudanças que a sociedade reclama.
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João Rolim de Sena é pedagogo e Diretor do Departamento de Tecnologia da Prefeitura de Tauá/Ceará.
criado por professoralcimo
18:54 — Arquivado em: 

Parabéns ao João Rolim por sua análise consistente e por sua defesa em torno das políticas públicas na área da Tecnologia da Informação e Comunicação.
Gostaria que vocês comentassem sobre esta afirmação do artigo:
“Compreende-se, que o acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação ainda está longe da universalização. A inclusão digital ainda é artigo de luxo para muitos, especialmente em Municípios pobres ou nas zonas rurais, onde o benefício é quase inexistente”.
Valeu. Marcos Roberto.
Comentário por Marcos Roberto — 13 de agosto de 2008 @ 10:13
Entendemos que a universalização em áreas como a zona rural, só acontecerá de fato, a partir do momento que todo cidadão puder acessar a internet na comodidade da sua casa. Neste sentido haverá a necessidade de grandes investimentos em novas tecnologias que possam permitir a conexão desses cidadãos à rede mundial de computadores. Além disso, as dificuldades financeiras pelas quais passam alguns município, será necessário o apoio financeiro dos governos federal ou estadual para implementar um projeto de inclusão digital que beneficie a totalidade da população residente em áreas rurais.
Na zona urbana tauaense, por exemplo, a universalização das TIC registra bom índice. Em ambientes como os quatro Quiosques Digitais, os Centros de Capacitação Tecnológica Escolares, instalados em quatro escolas municipais e a internet wireless, que funciona na praça central da cidade, na Estação Rodoviária e na Sede do Programa Cidade Digital, o acesso a web é absolutamente gratuito.
Constituem em empecilhos, para a inclusão digital a falta de link de internet em banda larga disponível para áreas rurais, bem como o alto custo do link fornecido pelas operadoras de telefonia que oferecem o serviço, em localidades como Tauá.
O Município de Tauá criou as bases que permitirão ao cidadão o acesso à internet, especialmente nas sedes distritais, onde a escola pólo e o posto de saúde de cada localidade (vila) receberão um ponto de internet em banda larga. Neste Município foram instaladas torres repetidoras para levar o sinal a todas as vilas distritais.
Comentário por João Rolim — 21 de agosto de 2008 @ 19:25